Museu do Folclore exibe bordados de Turmalina e Veredinha no Rio
Foto: Agência Brasil
Cultura

Museu do Folclore exibe bordados de Turmalina e Veredinha no Rio

Mostra gratuita reúne tecidos de algodão, bordados e peças artesanais do Vale do Jequitinhonha até 29 de novembro, no Catete. Visitantes também poderão comprar itens apresentados na exposição.

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Por Redação Capital Carioca · 21 de setembro de 2026 às 11:23
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O que aconteceu

O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Museu de Folclore Edison Carneiro, recebe a mostra Arte têxtil de Turmalina e Veredinha – Jequitinhonha, MG. A exposição apresenta tecidos de algodão produzidos manualmente, com bordados e acabamentos feitos ponto a ponto, associados às duas cidades mineiras.

A visitação é gratuita e segue até 29 de novembro, no bairro do Catete, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Além de conhecer o trabalho artesanal, o público poderá comprar diversas peças expostas. A mostra reúne itens de cama, mesa e vestuário, com combinações de cores e detalhes em crochê.

A exposição também apresenta a tecelagem, o bordado, a cerâmica e os trabalhos em couro e madeira como saberes e fazeres ancestrais expressados na região. O Vale do Jequitinhonha fica no nordeste de Minas Gerais e inclui ainda uma pequena parte do sudeste da Bahia. Turmalina e Veredinha estão no Alto Jequitinhonha, uma das três porções do vale, ao lado do médio e do baixo Jequitinhonha.

Segundo a historiadora Ana Lima Kallás, responsável pela pesquisa de campo e pelo texto do catálogo, a mostra oferece um panorama documental sobre bordados aplicados à decoração, ao vestuário e a outros trabalhos manuais. Ela afirma que a arte têxtil do Jequitinhonha é antiga, mas ainda pouco conhecida, e que o bordado ganhou mais espaço na produção têxtil local do que os tecidos.

A pesquisadora também relaciona a exposição a discussões sobre as transformações na região. Entre os temas apresentados está o impacto do plantio extensivo de eucalipto, apontado como responsável pela redução da área destinada ao cultivo de algodão na agricultura familiar. A mostra aborda ainda a relação entre o bordado e o trabalho das mulheres.

Ana Lima explica que, com a formação de associações de artesãs, essa atividade passou a ser vista também como trabalho profissional e fonte de renda. A exposição foi montada a partir de entrevistas realizadas pela pesquisadora com 40 mulheres de Turmalina e Veredinha.

O que muda para o morador

Para os moradores do Rio e visitantes da cidade, a exposição oferece acesso gratuito a peças artesanais do Vale do Jequitinhonha até 29 de novembro. A programação permite observar de perto tecidos, bordados e outros objetos produzidos pelas artesãs, além de adquirir parte dos trabalhos apresentados.

A mostra também coloca em evidência a atuação coletiva das artesãs. Conforme o material da exposição, as associações participam conjuntamente da compra de insumos, de eventos, da venda das peças, do desenvolvimento de novas coleções e de cursos de capacitação. O trabalho coletivo também é usado na busca por soluções para os desafios enfrentados pelas produtoras.

Maria Aparecida das Graças Oliveira, presidente da Associação de Artesãos de Turmalina (Astur), cresceu aprendendo o ofício com a mãe, as avós e as tias. Ela relata que começou ajudando a preparar o algodão para fazer o fio e depois tecer. Para ela, expor no Rio representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade da produção têxtil do Jequitinhonha.

Ilma Gonçalves de Oliveira, presidente da Associação Comunitária dos Artesãos de Turmalina (Soarte), destaca a importância da atividade para as famílias do vale. De acordo com ela, o artesanato representa uma renda necessária e contribui para garantir o sustento familiar.

A visita pode ser feita de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Aos sábados, domingos e feriados, o museu funciona das 11h às 17h. O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular fica na Rua do Catete, 179, no Catete, no Rio de Janeiro. Informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 3032-6052. A realização é do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan) e da Associação Cultural de Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec).

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

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