OAB-RJ propõe categoria para golpe do falso advogado no portal da Polícia Civil
A OAB-RJ propôs à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro a criação de uma opção específica no portal da Polícia Civil para registrar ocorrências do golpe do falso advogado. Segundo a Agência Brasil, a seccional recebeu mais de 3 mil denúncias desse tipo de fraude desde janeiro de 2025.
O que aconteceu
A proposta foi encaminhada pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio, para facilitar a comunicação de vítimas e permitir a identificação mais precisa das ocorrências relacionadas ao golpe do falso advogado. O pedido foi formalizado em ofício assinado pela presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio.
O documento solicita que a Secretaria de Segurança Pública avalie a viabilidade técnica e administrativa da atualização no portal da Polícia Civil. A análise, segundo o ofício, deve respeitar os critérios de classificação criminal e os procedimentos adotados pela própria Polícia Civil.
Na prática, a OAB-RJ propõe que o sistema passe a apresentar a opção “Golpe do Falso Advogado” na área destinada à comunicação e ao registro de ocorrências. A entidade afirma que uma categoria própria pode contribuir para a formalização dos relatos e para a sistematização das informações.
Desde janeiro de 2025, a seccional recebeu mais de 3 mil denúncias sobre essa modalidade de fraude. A OAB-RJ também afirma que a organização dos registros pode fortalecer a articulação entre a entidade e os órgãos de segurança pública.
“O golpe do falso advogado prejudica a população e utiliza indevidamente a identidade de profissionais da advocacia para enganar as vítimas. Queremos facilitar o registro dessas ocorrências e contribuir para que os órgãos de segurança tenham informações mais organizadas para enfrentar essas fraudes. É uma medida concreta de proteção à sociedade e à advocacia”, afirmou Ana Tereza Basilio, segundo a Agência Brasil.
De acordo com a OAB-RJ, os criminosos usam indevidamente nomes, imagens, números de inscrição profissional e outros dados de advogados e advogadas para dar aparência de legitimidade às abordagens. O objetivo é induzir as vítimas a fazer pagamentos ou fornecer informações pessoais e financeiras.
O que muda para o morador
A proposta está relacionada ao registro de ocorrências no portal da Polícia Civil. Caso a opção seja incluída após a avaliação solicitada pela OAB-RJ, o relato poderá ser classificado especificamente como golpe do falso advogado, conforme a categoria sugerida pela entidade.
O funcionamento descrito pela OAB-RJ começa com a consulta, pelos golpistas, a sistemas de tribunais que não estão sob segredo de Justiça. Nesses locais, eles obtêm nomes das partes, número do processo, valores e o contato do advogado verdadeiro.
Depois, os criminosos criam um número de WhatsApp usando a foto, o nome e a identidade visual, como o logotipo, do advogado ou do escritório real. A abordagem busca fazer com que a comunicação pareça vinculada ao profissional que atua no processo.
Na sequência, os golpistas afirmam que o processo foi ganho ou que existe um alvará para pagamento, com determinado valor pronto para ser liberado. Para supostamente liberar o dinheiro, exigem transferências por Pix em nome do falso advogado.
A OAB-RJ produziu ainda uma cartilha de orientação sobre esse tipo de crime. Em texto atribuído à presidente da seccional, a entidade alerta que a prática pode atingir a confiança da sociedade nas instituições e prejudicar cidadãos que acreditam estar tratando com profissionais legítimos.
Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

