Violência afeta comércio e investimentos em Jacarepaguá
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Rio de Janeiro

Violência afeta comércio e investimentos em Jacarepaguá

O avanço da criminalidade em Jacarepaguá tem levado comerciantes a fechar estabelecimentos e preocupa empresas sobre a manutenção de empregos e a chegada de novos investimentos. Dados do ISP apontam que a área do 18º BPM concentrou 25 mortes violentas em julho.

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Por Redação Capital Carioca · 30 de agosto de 2026 às 01:07
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Dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que o estado registrou 301 vítimas de letalidade violenta em julho de 2026, contra 240 no mesmo mês do ano anterior. O indicador reúne homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, morte por intervenção de agente do Estado e latrocínio.

Entre as 41 Áreas Integradas de Segurança Pública, a região do 18º BPM, responsável por Jacarepaguá, liderou a concentração de mortes violentas, com 25 casos atribuídos à disputa territorial entre o Comando Vermelho e milicianos.

O cenário tem afetado a atividade econômica local. O Grupo Lokos Por Açaí suspendeu temporariamente as operações de uma unidade em Curicica para preservar funcionários, clientes e parceiros. A empresa informou que a medida não representa encerramento definitivo e pretende reabrir quando houver condições seguras.

Comerciantes também relatam dificuldades para manter negócios em áreas como Camorim e Curicica. Segundo a fonte, consumidores evitam determinados locais, funcionários enfrentam problemas para circular e empreendedores desistem de investir. Um restaurante no Anil passou a fechar mais cedo após tentativas de extorsão, enquanto uma escola contratou um funcionário para monitorar o acesso ao portão.

Além dos confrontos e bloqueios de vias, moradores e comerciantes enfrentam cobranças da chamada “taxa da barricada”. Em nota, a Polícia Militar afirmou que o 18º BPM realiza rondas, motopatrulhamento e reforço do Regime Adicional de Serviço, com intensificação nos horários de maior incidência criminal. A corporação orienta a população a acionar o 190, usar o aplicativo RJ 190 e registrar ocorrências nas delegacias.

Fonte: odia.ig.com.br

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