

Precedente do TSE é citado em defesa da candidatura de Garotinho em 2026
A defesa de Anthony Garotinho afirma que a suspensão de seus direitos políticos terminou em 1º de agosto de 2026. Os advogados usam como referência uma decisão do TSE sobre um caso de Minas Gerais.
A defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) contestou a decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital que determinou o envio de ofícios ao TRE-RJ e ao TSE. Os documentos informam que os direitos políticos do ex-governador estão suspensos.
Segundo os advogados, a condenação tornou-se definitiva em 1º de agosto de 2018. Como a suspensão foi estabelecida por oito anos, a defesa considera que a punição terminou em 1º de agosto deste ano. “A suspensão dos direitos políticos se exauriu em 1º de agosto de 2026”, afirmou o jurista Admar Gonzaga, ex-ministro do TSE e advogado de Garotinho.
A tese apresentada é de que recursos protocolados após a data considerada definitiva não foram aceitos por estarem fora do prazo. Por isso, não poderiam alterar o momento do trânsito em julgado nem prolongar a suspensão.
Como precedente, os advogados citam um julgamento do TSE concluído em 2023 sobre a candidatura de Celso Cota Neto à Prefeitura de Mariana (MG), nas eleições de 2020. Naquele caso, a Corte entendeu que um recurso não admitido não poderia modificar a data em que a condenação se tornou definitiva.
O TSE considerou que a suspensão dos direitos políticos de Cota Neto terminou em 19 de outubro de 2020, menos de um mês antes da eleição municipal. Para a defesa de Garotinho, o entendimento pode sustentar que a suspensão já foi encerrada e, portanto, não impediria sua participação nas eleições de 2026.
Fonte: Diário do Rio
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