Polícia investiga cursos de drones e coberturas de ruas usados por criminosos no Rio
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Segurança

Polícia investiga cursos de drones e coberturas de ruas usados por criminosos no Rio

Investigações apontam que traficantes oferecem treinamento para operar drones adaptados ao lançamento de granadas contra facções rivais. A polícia também identificou coberturas de alvenaria e telhados sobre vias para dificultar ataques e a vigilância aérea.

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Por Redação Capital Carioca · 20 de agosto de 2026 às 22:45
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Investigações da Polícia Civil apontam que integrantes do crime organizado estão recebendo cursos de operação de drones no estado do Rio de Janeiro. Imagens registradas por policiais mostram pessoas aguardando aulas em uma quadra no Complexo da Penha, na Zona Norte da capital, há duas semanas.

Segundo a investigação, os equipamentos vêm sendo adaptados para lançar granadas contra grupos rivais. Na última semana, um explosivo foi lançado contra um trailer na comunidade do Canal, em Vargem Grande, a partir de um drone operado da cobertura de um prédio alugado no Recreio dos Bandeirantes. O artefato atingiu a estrutura sem deixar feridos; dois suspeitos foram presos e o equipamento, granadas caseiras e dinheiro foram apreendidos.

Os voos irregulares também preocupam pilotos por ocorrerem em rotas de helicópteros e aviões próximas ao Aeroporto de Jacarepaguá. A Polícia Civil investiga 18 ocorrências confirmadas de bombas lançadas por dispositivos aéreos e suspeita de outros casos não registrados. O uso criminoso viola regras de segurança do espaço aéreo, incluindo o limite de altitude de 120 metros e restrições nas proximidades de aeródromos.

No Complexo do Alemão, criminosos passaram a erguer coberturas de alvenaria e telhados sobre ruas e vielas para se proteger de ataques rivais e dificultar o monitoramento policial. Análises compararam imagens de satélite de novembro de 2025 e fevereiro de 2026 e identificaram mudanças na paisagem em 84 dias. Estruturas semelhantes foram encontradas no Rebu, em Senador Camará, e em Niterói, onde foram demolidas em abril.

Fonte: redetv.uol.com.br

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