

PF apura se imóveis foram vantagem em contratos de R$ 350 milhões no Rio
A Polícia Federal investiga se imóveis usados por Cláudio Castro foram concedidos como vantagem indevida em um suposto esquema envolvendo contratos do governo estadual. Entre os alvos está uma casa em Petrópolis ligada a sócio de empresa que mantém contratos superiores a R$ 350 milhões com o estado.
A residência em Petrópolis foi alvo de busca e apreensão na sexta-feira (14), durante a segunda fase da Operação Sem Refino. O imóvel está registrado em nome de uma mulher que é sócia do empresário Luiz Fernando Gomes, proprietário da Engeprat Engenharia e Serviços.
Segundo os trechos da investigação, os contratos da empresa com o governo estadual ultrapassam R$ 350 milhões. Cerca de R$ 50 milhões desse total teriam sido firmados sem licitação. A PF apura se Castro frequentava a casa e se acompanhou ou participou de intervenções no imóvel, incluindo a instalação de uma adega.
Os investigadores também analisam a cobertura onde Castro vive com a família, na Barra da Tijuca. O aluguel do imóvel entrou no radar por uma possível relação com benefícios que teriam sido concedidos a uma empresa ligada à propriedade.
A operação ainda investiga suspeitas de favorecimento à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, por agentes públicos. Para avançar no caso, a PF analisou o celular de Castro, apreendido na primeira fase. A defesa do ex-governador negou envolvimento em irregularidades e afirmou que a casa de Petrópolis não tem ligação com ele há meses.
Os advogados disseram que ainda não tiveram acesso ao conteúdo integral da investigação. Bernardo Rossi também negou irregularidades e afirmou que sua atuação na Secretaria de Estado de Ambiente ocorreu dentro da legalidade, com decisões baseadas em critérios técnicos.
Fonte: Diário do Rio
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