Monte Cardoso Fontes retira 1,5 tonelada de materiais e suspende acampamentos
Reprodução/Diário do Rio
Rio de Janeiro

Monte Cardoso Fontes retira 1,5 tonelada de materiais e suspende acampamentos

Ações do ICMBio e da Prefeitura do Rio desmobilizaram 22 acampamentos irregulares no Monte Cardoso Fontes, no Parque Nacional da Tijuca e na APA Municipal da Serra dos Pretos Forros. Atividades religiosas continuam permitidas, mas novos acampamentos estão suspensos.

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Por Redação Capital Carioca · 11 de agosto de 2026 às 02:10
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A operação realizada ao longo de julho retirou mais de 1,5 tonelada de lonas, barracas, grades de metal, resíduos orgânicos e entulhos do Monte Cardoso Fontes. A área é administrada em parte pelo Parque Nacional da Tijuca e pela APA Municipal da Serra dos Pretos Forros.

Dos 22 acampamentos irregulares desmobilizados, nove foram removidos pelo Instituto e 13 deixaram o local voluntariamente após receberem notificações. As medidas foram definidas em conjunto pelo ICMBio e pela Prefeitura do Rio e apresentadas ao Ministério Público Federal após uma audiência de conciliação.

O ICMBio já realizava rondas diárias com Agentes Temporários Ambientais para orientar os frequentadores. Em fevereiro de 2025, o instituto estabeleceu um Acordo de Boas Práticas de Uso Religioso do Monte Cardoso, frequentado por evangélicos para orações.

As atividades religiosas permanecem autorizadas. As regras determinam que não sejam montados acampamentos, retiradas plantas ou alterada a vegetação. Também é necessário permanecer nas trilhas existentes, recolher o próprio lixo, respeitar os animais silvestres e não levar animais domésticos.

Instrumentos musicais são permitidos, mas caixas de som só podem ser usadas em cultos previamente autorizados pelo parque. Também estão proibidos veículos motorizados, a venda de produtos e a criação ou modificação de trilhas sem autorização.

Representantes da Justiça Federal e do Ministério Público Federal fizeram uma visita técnica em julho para verificar o cumprimento das regras e das notificações. O trabalho inclui o manejo das trilhas e prevê o incentivo à participação dos frequentadores em ações de reflorestamento nas áreas onde havia acampamentos.

Fonte: Diário do Rio

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