Incêndio destruiu o Parc Royal e marcou a história do comércio do Rio
Reprodução/Diário do Rio
Rio de Janeiro

Incêndio destruiu o Parc Royal e marcou a história do comércio do Rio

O fogo começou na noite de 9 de julho de 1943 e consumiu o tradicional magazine do Largo de São Francisco de Paula. A tragédia também atingiu imóveis vizinhos, deixou bombeiros feridos e provocou mortes.

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Por Redação Capital Carioca · 9 de agosto de 2026 às 18:37
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Durante a primeira metade do século XX, o Parc Royal era um dos principais magazines do Rio de Janeiro. Fundado em 1873, ganhou uma sede monumental em 1911, ao lado da Igreja de São Francisco de Paula, e reunia roupas, tecidos, artigos domésticos e produtos importados. A loja também ficou conhecida pela adoção dos preços fixos e por suas vitrines elaboradas.

O incêndio começou na noite de 9 de julho de 1943. Documentos policiais indicaram que as chamas tiveram início por volta das 20h, enquanto reportagens da época apontaram um intervalo entre 20h30 e 21h. A combinação de tecidos, madeira, papéis, móveis e outras mercadorias fez o fogo se espalhar rapidamente pelo edifício.

O calor chegou a quebrar vitrais da Igreja de São Francisco de Paula. A Casa Cruz, a Casa Mattos e a Padaria e Confeitaria do Anjo também foram atingidas. Uma multidão acompanhou o trabalho dos bombeiros no Largo, enquanto a Rádio Tupi transmitia os acontecimentos com participação de Ari Barroso e Raul Brunini.

O combate deixou vítimas. O bombeiro Celestino Zacarias da Silva, soldado nº 414, morreu durante a operação, e outros integrantes da corporação ficaram feridos. Na Confeitaria do Anjo, o mestre-padeiro Joaquim de Frias, de 65 anos, foi encontrado morto sob os escombros. O rescaldo e a demolição das partes comprometidas continuaram nos dias seguintes.

Além das mercadorias, o incêndio destruiu arquivos e bibliotecas da Sociedade Nacional de Agricultura e da Sociedade Brasileira de Química, que funcionavam no segundo andar. Depois da tragédia, surgiram suspeitas de que o fogo pudesse ter sido criminoso, e os proprietários José Leite Cerqueira e José Ferreira Barcelos passaram a ser investigados. A controvérsia prosseguiu em processos e discussões sobre depoimentos, laudos e seguros nos anos seguintes.

Fonte: Diário do Rio

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