

Hotel Kosmos teve passagem breve pelo Largo do Machado
Inaugurado em 1924 no Palacete Nunes Pires, o Hotel Kosmos funcionou por poucos anos no Largo do Machado. O imóvel, projetado pelo arquiteto italiano Antônio Virzi, foi demolido e substituído pelo Edifício Maranhão.
O Hotel Kosmos abriu as portas em 1924, no número 36 do Largo do Machado, instalado no antigo Palacete Nunes Pires. A construção havia sido projetada por Antônio Virzi e se destacava pela torre, pelas formas assimétricas e pela ornamentação abundante.
Antes de receber hóspedes, o imóvel era a residência do comendador Antônio Nunes Pires e de sua família. Em 1923, registros ainda associavam o endereço aos Nunes Pires, poucos meses antes da transformação do palacete em hotel.
O estabelecimento pertencia a Rosendo Miranda e contava com salão de refeições, quartos, sala de banho, hall e jardim. Anúncios publicados em 1924 indicavam que o Kosmos buscava atrair “famílias de fino tratamento” e também oferecia condições para hóspedes que permanecessem por mais de 15 dias.
Há registros de hóspedes no local em 1928. Em maio de 1929, porém, o prédio já era anunciado para locação, com possibilidade de uso como embaixada ou hotel. A data exata do encerramento das atividades não foi estabelecida, mas a documentação delimita o funcionamento do Kosmos entre 1924 e, pelo menos, 1928.
O palacete continuou de pé em maio de 1929, mas foi demolido em algum momento entre o fim dos anos 1920 e o início da década de 1940. No terreno surgiu o Edifício Maranhão, na Rua Bento Lisboa nº 175, já registrado e ocupado em 1941.
A trajetória do endereço passou, assim, por três fases: residência familiar, hotel de luxo e edifício residencial. Fotografias publicadas em 1924 preservaram imagens da fachada, do salão de refeições e de um dos quartos do breve Hotel Kosmos.
Fonte: Diário do Rio
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