

Disputa entre facções amplia territórios sob influência armada no Grande Rio
Bairros da Zona Sudoeste do Rio passaram a ser alvo da expansão do Comando Vermelho, enquanto milícias perderam espaço após prisões, mortes de líderes e disputas internas. Levantamento citado pela reportagem aponta que cerca de 4 milhões de moradores do Grande Rio viviam sob controle ou influência de grupos armados até 2024.
A cidade do Rio e municípios da Região Metropolitana convivem com confrontos entre organizações criminosas. Na Zona Sudoeste, áreas antes associadas ao domínio de milicianos passaram a ser disputadas por traficantes que buscam ampliar sua influência.
Segundo investigações citadas na reportagem, o Comando Vermelho controla a Cidade de Deus, a Gardênia Azul, comunidades de Itanhangá, Vargem Grande e Vargem Pequena. Esses locais seriam usados como bases para ataques a áreas próximas, como Rio das Pedras, onde milicianos ainda mantêm presença.
Na Zona Norte, os principais embates envolvem o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro. As facções disputam áreas como os complexos do Chapadão e da Pedreira, que abrangem comunidades de bairros como Costa Barros, Pavuna, Anchieta, Guadalupe e Ricardo de Albuquerque.
Dados do Instituto Fogo Cruzado e do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense, divulgados em dezembro do ano passado, indicam que a área submetida a algum tipo de domínio armado cresceu 130% entre 2007 e 2024. No mesmo período, a população nessa condição aumentou 59%.
A reportagem também informa que, até 2024, 31% da superfície urbanizada da capital e 42,4% da população estavam sob controle ou influência de grupos armados. As forças de segurança tentam conter a expansão do Comando Vermelho por meio de fases da Operação Contenção, que já resultaram em mais de 370 prisões e mais de 130 mortes de suspeitos em confrontos.
Fonte: odia.ig.com.br
Informação que importa, direto do Capital Carioca.
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