

ADA mantém alianças e disputa territórios apesar de perder espaço no Rio
Restrita a poucos redutos na capital, a facção Amigos dos Amigos continua citada em investigações sobre disputas armadas e alianças com outros grupos. No interior, mantém influência em áreas de Campos dos Goytacazes e Macaé.
A facção Amigos dos Amigos (ADA) perdeu grande parte dos territórios que controlava na capital fluminense e hoje atua em poucos redutos da Zona Oeste. Ainda assim, investigações continuam relacionando o grupo a conflitos armados, articulações com outras quadrilhas e tentativas de retomada de áreas sob domínio de milicianos.
Segundo os trechos, integrantes da ADA se aproximaram do Comando Vermelho (CV) em disputas pela expansão territorial na Zona Oeste. A região da Carobinha, em Campo Grande, é citada como um dos pontos de conflito com áreas controladas por milicianos.
As investigações também voltaram a mencionar Celsinho da Vila Vintém após mais de duas décadas de prisão. De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, ele teria retomado a aliança com o CV e participado de articulações para recuperar comunidades que haviam passado ao controle de grupos paramilitares, incluindo áreas de Curicica e Santa Cruz.
Em abril, uma operação policial teve como alvo integrantes da ADA na comunidade do Jardim Novo, em Realengo. O grupo também aparece em uma disputa com o Terceiro Comando Puro pelo controle de comunidades como Batan e Conjunto Fumacê. As apurações citam ainda acusações de roubos, cobranças ilegais e controle de serviços na região.
No interior do estado, a facção mantém uma estrutura relevante. Em Campos dos Goytacazes, controla ou influencia diferentes territórios e disputa áreas com o TCP; em Macaé, rivaliza com o CV pelo controle de comunidades e pontos estratégicos para atividades criminosas.
Fonte: fatospoliciais.com.br
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