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Transplante leva 13 pacientes com HIV à remissão da infecção

Dois novos casos foram apresentados durante a 26ª Conferência Internacional da Aids, no Rio de Janeiro. Ao todo, 13 pessoas não tiveram o HIV detectado no sangue após transplantes de células-tronco.

Por Redação Capital Carioca · 29 de julho de 2026 às 18:20
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Dois novos casos de remissão do HIV após transplante de células-tronco foram anunciados nesta semana durante a 26ª Conferência Internacional da Aids. Com os registros, chegou a 13 o número de pacientes que não apresentaram vírus detectável no sangue depois do tratamento.

Um dos casos é o de um homem de 21 anos, chamado de “paciente de Kansas City”, nos Estados Unidos. Além da infecção pelo HIV, ele tinha leucemia mieloide aguda. O outro é o “paciente de Essen”, da Alemanha, infectado por dois tipos de HIV e pelo vírus da hepatite B.

Os dois receberam transplantes de células-tronco hematopoiéticas, responsáveis pela formação das células sanguíneas. Os doadores tinham uma mutação genética chamada CCR5 delta32, que impede a ligação do HIV ao correceptor CCR5 e dificulta a entrada do vírus nos linfócitos T CD4+.

Após o transplante, os pacientes interromperam o uso de antirretrovirais para que a resposta ao tratamento fosse avaliada. O vírus não foi detectado por 14 meses no paciente de Kansas City e por 12 meses no paciente de Essen. No segundo caso, houve recidiva da hepatite B após a suspensão dos medicamentos.

Os estudos classificaram os resultados como remissão, e não como cura, porque não é possível garantir que a infecção não volte no futuro. O acompanhamento dos pacientes continuará, com testes mensais no caso de Kansas City.

O primeiro paciente considerado curado do HIV foi Timothy Ray Brown, conhecido como “paciente de Berlim”, que recebeu um transplante de células-tronco em 2007 e permaneceu sem o vírus até 2020.

Fonte: Agência Brasil — últimas notícias

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