Projeto Raia conclui trecho submarino e prevê operação em Macaé a partir de 2028
Reprodução/macae.rj.gov.br
Economia

Projeto Raia conclui trecho submarino e prevê operação em Macaé a partir de 2028

O empreendimento de gás natural operado pela Equinor concluiu a instalação de 186 quilômetros de gasoduto em águas ultraprofundas e entregou o primeiro poço produtor. Com investimento estimado em US$ 9 bilhões, o projeto tem previsão de iniciar a operação em 2028.

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Por Redação Capital Carioca · 6 de agosto de 2026 às 11:36
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O Projeto Raia alcançou novos marcos na instalação de sua infraestrutura de gás natural. Operado pela Equinor, em parceria com a Repsol Sinopec Brasil e a Petrobras, o empreendimento concluiu o trecho submarino do gasoduto em águas ultraprofundas e recebeu a balsa elevatória Saturn no litoral de Macaé.

O gasoduto tem 186 quilômetros e chega a 2.735 metros de profundidade, sendo apontado como o mais profundo do mundo. A instalação contou diariamente com mais de 600 profissionais a bordo da embarcação Saipem.

O primeiro poço produtor, identificado como PDA-P14, também foi entregue antes do prazo previsto. Localizado a cerca de 200 quilômetros da costa, na Bacia de Campos, o poço integra as descobertas de Pão de Açúcar, Gávea e Seat, que reúnem reservas recuperáveis superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente.

A balsa Saturn apoiará a perfuração horizontal direcionada, etapa que fará a conexão entre os trechos marítimo e terrestre do gasoduto. O gás produzido será levado ao Terminal de Cabiúnas, em Macaé, e integrado ao sistema nacional de transporte.

Quando entrar em operação, o projeto deverá escoar 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, volume estimado em cerca de 15% da demanda projetada do país. A expectativa é de impacto na cadeia de óleo, gás e energia, com atração de investimentos e geração de empregos.

O gerente de Construção do Gasoduto Terrestre da Equinor, Luciano Mendes, afirmou: "O Projeto Raia mobiliza diariamente uma média de 350 colaboradores e o objetivo é conectar as partes offshore e onshore com toda segurança para que os trabalhadores possam voltar para as suas casas. Toda operação é baseada no mapeamento de riscos, para que possamos entregar esse gasoduto para o país."

Fonte: macae.rj.gov.br

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