Festa da Lapa dos Mercadores mobilizou o comércio do Rio em 1900
Reprodução/Diário do Rio
Cultura

Festa da Lapa dos Mercadores mobilizou o comércio do Rio em 1900

A celebração de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores transformou ruas do Centro e reuniu comerciantes, empregados, bandas e moradores em 8 de setembro de 1900. A programação incluiu missa solene, Te Deum, ornamentações, iluminação a gás e apresentações musicais.

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Por Redação Capital Carioca · 8 de agosto de 2026 às 19:05
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A festa de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores mobilizava, há mais de 200 anos, o comércio do entorno da igreja localizada entre a Rua do Ouvidor e a Travessa do Comércio. Em 1900, firmas e comissões de comerciantes organizaram a decoração de vários quarteirões, com bandeiras, folhagens, um arco triunfal e coretos.

A celebração ocorreu em 8 de setembro, sob ameaça de chuva. Na Rua Primeiro de Março foi instalado um arco, enquanto um coreto foi montado perto do Mercado. A Rua do Mercado, a Praça XV, a Travessa do Comércio e outras áreas vizinhas receberam ornamentações preparadas pelas comissões locais, que também reuniam empregados do comércio.

Dentro da igreja, o público encontrou altares preparados, iluminação, flores e música sacra. A Missa Solene começou às 11 horas, celebrada pelo Padre Pedro Hermes Monteiro, com coro e orquestra dirigidos pelo professor Guilherme de Oliveira. O repertório incluiu a Missa Nossa Senhora do Carmo, além de obras de Martelli, Canessa e Verdi.

À noite, a iluminação das ruas foi reforçada por gambiarras de gás. Bandas dos Marinheiros Nacionais, do Corpo de Infantaria de Marinha, do 1º Batalhão de Infantaria e da Brigada Policial se apresentaram em diferentes coretos. Foguetes e girândolas também fizeram parte da programação, enquanto a decoração se estendia pelas imediações da Praça XV.

Às 19 horas, começou o Te Deum, com abertura de Daniel Auber, sermão do Padre Agostinho Benassi e participação de cantores e instrumentistas. A reportagem publicada pelo jornal O Paiz no dia seguinte registrou a dimensão religiosa e comercial da festa, que envolveu a Irmandade, firmas, comerciantes e trabalhadores do Centro.

Fonte: Diário do Rio

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