

Abaixo-assinado pede transferência de vagão de Dom Pedro II para Petrópolis
Moradores e pessoas ligadas à preservação do patrimônio querem levar o chamado Carro Imperial do Museu do Trem, em Engenho de Dentro, ao Museu Imperial. A iniciativa aponta condições inadequadas de conservação e o fechamento do espaço ao público há anos.
Um vagão histórico associado a Dom Pedro II está em condições inadequadas de conservação no Museu do Trem, em Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio. O veículo, conhecido como Carro Imperial, integra o acervo ferroviário do local e é considerado uma das peças de maior relevância histórica da instituição.
O abaixo-assinado propõe que o vagão seja transferido para o Museu Imperial, em Petrópolis. Segundo os responsáveis pela mobilização, a mudança poderia oferecer melhores condições de preservação e permitir a apresentação de aspectos das viagens ferroviárias realizadas durante o período imperial.
O Museu do Trem está fechado ao público há anos e enfrenta problemas estruturais e de conservação. O espaço, instalado nas antigas oficinas ferroviárias de Engenho de Dentro, reúne locomotivas, vagões, objetos e documentos relacionados à história das ferrovias brasileiras.
Reportagens anteriores registraram infiltrações, falhas na cobertura, mofo, ferrugem, estruturas danificadas, mato alto e acúmulo de lixo nas áreas externas. Em agosto de 2022, 16 sinos de bronze do acervo foram furtados, segundo informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A eventual transferência depende de avaliações sobre conservação, patrimônio e responsabilidade pela peça, além das condições técnicas para retirar e transportar o vagão para outro município. O caso também reacende a discussão sobre o futuro do Museu do Trem e de seu acervo.
O Diário do Rio procurou o Iphan para obter informações sobre o estado de conservação e as medidas de proteção do Carro Imperial. O Museu Imperial também foi consultado sobre a proposta e a possibilidade de receber a peça. Até o fechamento da reportagem, os dois órgãos não haviam respondido.
Fonte: Diário do Rio
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