TCE-RJ nega novo prazo para investigação sobre perdas no Rioprevidência
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Economia

TCE-RJ nega novo prazo para investigação sobre perdas no Rioprevidência

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro negou o pedido da Controladoria-Geral do Estado para ampliar em 60 dias o prazo de investigação sobre possíveis irregularidades no Rioprevidência. O relatório final deverá ser entregue até 2 de setembro.

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Por Redação Capital Carioca · 9 de agosto de 2026 às 13:37
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O conselheiro José Gomes Graciosa indeferiu, em decisão monocrática, a solicitação feita pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) para estender o prazo da Tomada de Contas Especial aberta no processo TCE-RJ nº 100.659-6/25, em dezembro do ano passado.

Segundo o TCE-RJ, o estado já havia obtido uma prorrogação de 120 dias em maio. A Corte considerou que o prazo adicional alcançou o limite previsto no regimento e determinou que a CGE apresente o relatório final até 2 de setembro.

O documento deverá incluir a mensuração do prejuízo aos cofres públicos e a indicação de possíveis responsáveis. Entre os pontos investigados está a aplicação de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master, instituição que posteriormente sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.

Também estão sob análise compras de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) por meio da corretora Planner, possíveis investimentos realizados sem aprovação tempestiva do Plano Anual de Investimentos, eventuais descumprimentos de limites definidos pela Resolução CMN nº 4.963/2021 e falta de transparência em relatórios e atas de conselhos.

As apurações administrativas ocorrem paralelamente a investigações do Ministério Público e da Polícia Federal. O então diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi alvo de busca e apreensão em janeiro de 2026, pediu exoneração e, no mês seguinte, foi preso preventivamente durante a Operação Barco de Papel. A prisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça.

A quantificação das perdas deverá servir de base para eventual cobrança de ressarcimento aos cofres públicos e poderá reforçar processos judiciais e criminais contra ex-gestores do Rioprevidência.

Fonte: Tempo Real RJ

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