PM morto na Gardênia Azul era irmão de sargento morto na Penha
Foto: Reprodução · Fonte: g1.globo.com
Segurança

PM morto na Gardênia Azul era irmão de sargento morto na Penha

O subtenente Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu após ser baleado em um confronto entre policiais na Gardênia Azul. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, morto em uma megaoperação no Complexo da Penha há quase um ano.

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Por Redação Capital Carioca · 12 de outubro de 2026 às 00:23
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O que aconteceu

O subtenente da Polícia Militar Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu na manhã de domingo (11), após ser baleado em um tiroteio entre policiais na Gardênia Azul, na Zona Sudoeste do Rio. Ele integrava o Batalhão de Operações Especiais (Bope), chegou a ser socorrido depois do confronto, mas não resistiu aos ferimentos.

Glaucio era irmão do sargento Heber Carvalho, também do Bope. Heber morreu durante uma megaoperação no Complexo da Penha realizada há quase um ano. De acordo com o relato da fonte, a ação foi considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, com mais de 120 mortos.

Segundo a Polícia Militar, agentes do Bope abordavam um carro quando policiais do 18º BPM, de Jacarepaguá, perceberam a movimentação. Por causa da escuridão no local, os agentes teriam confundido os colegas com criminosos e disparado contra eles. A ocorrência foi registrada na região do Beco do Saci.

Ainda conforme as informações da polícia, agentes do 18º BPM receberam relatos de que homens armados estariam na Rua Guilherme Moreira. Quando chegaram ao endereço, começou o tiroteio. Testemunhas disseram que os policiais dos dois batalhões não se reconheceram durante o patrulhamento. Viaturas descaracterizadas também eram usadas na região.

Além de Glaucio, outros cinco policiais ficaram feridos na ocorrência. Eles foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Quatro pertenciam ao Bope e um era do 18º BPM. Segundo a direção da unidade, dois já tinham recebido alta médica, enquanto outros dois haviam passado por cirurgia e apresentavam quadro de saúde estável.

Uma viatura do batalhão de Jacarepaguá ficou com diversas marcas de tiros. Imagens feitas depois do confronto mostraram sangue e cápsulas de munição no chão. A Rua Guilherme Moreira ficou fechada na manhã de domingo, e uma perícia era realizada no local por volta das 10h.

O que muda para o morador

A ocorrência alterou a circulação na Rua Guilherme Moreira durante a manhã de domingo, quando o trecho estava fechado para a realização da perícia. Moradores também reclamaram das condições do asfalto e da iluminação da região, afirmando que o local é perigoso e muito escuro durante a noite.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM). Os órgãos apuram as circunstâncias do confronto entre os agentes.

Em nota de pesar assinada pelo comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, a corporação destacou a trajetória profissional de Glaucio. Conforme o comunicado, ele completaria 26 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em dezembro deste ano.

A nota também manifestou solidariedade aos familiares e amigos do policial. Glaucio deixou três filhos: duas filhas, de 30 e 19 anos, e um filho, de 7 anos. O caso permanece sob investigação da DHC e da Corregedoria Interna da Polícia Militar.

Fonte: g1 Rio (feed regional)

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