

PF investiga suspeita de fraude em concurso da UFRJ no Rio
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Gabarito para apurar possíveis fraudes no concurso para técnicos administrativos da UFRJ. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Realengo, Bangu e Taquara, na cidade do Rio.
O que aconteceu
A Polícia Federal iniciou nesta quarta-feira (21) a Operação Gabarito para investigar possíveis fraudes no concurso público da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) destinado ao preenchimento de cargos de técnico-administrativo. A prova foi realizada em março, e a apuração começou a partir de uma suspeita relacionada ao padrão de respostas apresentado por candidatos.
Os agentes saíram para cumprir 13 mandados de busca e apreensão em três bairros da cidade do Rio de Janeiro: Realengo, Bangu e Taquara. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, a investigação busca esclarecer se houve uma ação coordenada para interferir nos resultados do processo seletivo.
O concurso foi organizado pelo Instituto Nacional de Seleção e Concursos, conhecido como Instituto Selecon, e previa 243 vagas. O calendário de provas teve dois domingos em março: no dia 1º, para candidatos a cargos de nível superior, e no dia 8, para aqueles que disputavam vagas de nível médio ou técnico.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve origem em uma notícia-crime encaminhada pela empresa responsável pela organização do concurso. O documento apontou a existência de um padrão de respostas considerado suspeito entre as provas de diversos candidatos. Para a PF, esse elemento “indica a possibilidade da existência de um esquema coletivo para fraudar os resultados do certame e beneficiar certos participantes”.
A corporação informou que os investigados poderão responder pelo crime de fraude em certame de interesse público. A responsabilização poderá incluir outros delitos, caso eles sejam identificados durante o andamento das apurações. A operação, portanto, trata de uma investigação sobre possíveis irregularidades, sem que os trechos divulgados apresentem uma conclusão definitiva sobre os fatos.
A UFRJ afirmou que abriu uma sindicância interna depois de tomar conhecimento das suspeitas e acionou a Polícia Federal. A universidade também informou que os candidatos envolvidos foram eliminados do concurso. Ao mesmo tempo, declarou que o processo seletivo seguiu com a homologação dos resultados e a nomeação dos aprovados.
O que muda para o morador
Para os moradores interessados no concurso, as informações divulgadas pela UFRJ indicam que o processo teve seus resultados homologados e que os candidatos aprovados foram nomeados. A universidade também informou que os concorrentes alcançados pelas suspeitas foram eliminados do certame.
A UFRJ esclareceu ainda que nenhum dos 13 mandados de busca e apreensão cumpridos na operação teve como alvo servidores ou instalações da própria universidade. As diligências ocorreram em endereços localizados em Realengo, Bangu e Taquara, conforme a operação informada pela Polícia Federal.
A instituição declarou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reafirmou seu compromisso com a transparência e a lisura dos concursos públicos. O Instituto Selecon, responsável pela organização do processo seletivo, ainda não havia se pronunciado sobre o caso no material divulgado.
Fonte: g1 Rio (feed regional)
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