

Light identifica fraude em medidor de empresa de aviação no Recreio
Fiscalização realizada na quarta-feira (7) encontrou irregularidade em empresa do setor de aviação no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Light, cerca de 7 MWh deixavam de ser registrados por mês, com consumo não faturado estimado em R$ 8 mil.
O que aconteceu
Uma operação da Light identificou uma fraude no sistema de medição de energia elétrica de uma empresa do setor de aviação localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A fiscalização foi realizada na quarta-feira (7) e contou com o apoio da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD).
De acordo com a concessionária, a irregularidade fazia com que parte da energia consumida pelo estabelecimento não fosse registrada pelo medidor. A Light afirma que o problema existia desde aproximadamente julho deste ano e provocava uma diferença entre o consumo efetivo da empresa e o valor lançado na conta de luz.
A estimativa apresentada pela distribuidora é de que aproximadamente 7 megawatts-hora (MWh) deixavam de ser contabilizados todos os meses. Em valores, isso corresponderia a cerca de R$ 8 mil mensais em consumo não faturado.
O nome da empresa envolvida não foi divulgado. Também não foram apresentados detalhes sobre eventuais prisões ou sobre a responsabilização das pessoas envolvidas na ocorrência. As informações sobre a fiscalização foram atribuídas à Light e ao relato da operação divulgado pela fonte.
A concessionária relaciona o caso ao problema mais amplo do furto de energia em sua área de concessão. Segundo a empresa, as irregularidades geram um prejuízo estimado em R$ 1,3 bilhão por ano. A Light afirma que esses recursos poderiam ser direcionados à modernização da rede elétrica, à ampliação de investimentos e a melhorias no fornecimento aos consumidores.
No primeiro semestre de 2026, a distribuidora informou ter regularizado mais de 153 mil ligações clandestinas em residências e estabelecimentos comerciais. No mesmo período, declarou ter recuperado 252 GWh de energia. De acordo com a empresa, esse volume seria suficiente para abastecer cerca de 84 mil residências durante um ano.
O que muda para o morador
A Light afirma que as ligações clandestinas não produzem apenas perdas financeiras. Segundo a concessionária, esse tipo de irregularidade pode provocar sobrecarga na rede, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e acidentes elétricos.
A empresa também diz que o problema alcança consumidores que pagam as contas regularmente, porque as fraudes comprometem o funcionamento da infraestrutura compartilhada. A distribuidora estima ainda que, para cada 100 clientes regulares, existam cerca de 36 consumidores que furtam energia.
A Light informou que mantém operações de inspeção e regularização em toda a área de concessão. As ações incluem a identificação de fraudes em medidores, a retirada de ligações clandestinas e a manutenção de equipamentos da rede elétrica.
As fiscalizações podem contar com apoio da Polícia Civil, como ocorreu na operação realizada no Recreio dos Bandeirantes.
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