Granizo de ovos de galinha causou destruição no Rio em 1864
Reprodução/Diário do Rio
Rio de Janeiro

Granizo de ovos de galinha causou destruição no Rio em 1864

Uma tempestade atingiu a capital em 10 de outubro de 1864 com pedras de gelo comparadas a ovos de galinha e de avestruz. O fenômeno quebrou vidraças, danificou prédios, afetou a iluminação pública e deixou feridos.

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Por Redação Capital Carioca · 9 de agosto de 2026 às 10:07
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# Granizo de ovos de galinha causou destruição no Rio em 1864 Em uma época sem radares, alertas por celular ou Defesa Civil, o Rio de Janeiro seguia sua rotina quando, por volta das 18h30, foi atingido por um forte temporal acompanhado de granizo. Relatos da época apontaram que muitas pedras tinham volume superior ao de ovos de pomba, e algumas foram comparadas a ovos de galinha.

A tempestade atingiu especialmente o Centro. Na Rua do Ouvidor, vitrines, janelas e coberturas foram danificadas. O estabelecimento do fotógrafo Joaquim Insley Pacheco teve as oficinas inundadas, objetos valiosos atingidos e uma cobertura de zinco arrancada pelo vento. Já o recém-inaugurado Cruzeiro do Sul, de Matheus de Oliveira, foi descrito como “totalmente arruinado”.

O granizo também causou prejuízos em armazéns, trapiches, no Arsenal de Marinha e em teatros. No Passeio Público e na Praça da Constituição, atual Praça Tiradentes, árvores foram derrubadas ou mutiladas. Houve ainda danos em residências, desabamentos parciais e pessoas feridas pelas pedras impulsionadas pelo vento.

No Mosteiro de São Bento, vidraças foram quebradas e uma das peças metálicas que coroavam as torres foi arrancada. A Igreja da Ordem Terceira do Carmo também foi invadida por gelo e água pela abertura da claraboia. Na Quinta da Boa Vista, numerosas vidraças do palácio e de suas dependências foram destruídas.

Os jornais calcularam entre 1.300 e 1.500 vidros de janelas destruídos na Fábrica de Gás. A imprensa estimou ainda que aproximadamente 20 mil vidros dos lampiões da iluminação pública da cidade haviam sido quebrados pela tempestade. Na Baía de Guanabara, embarcações também foram surpreendidas pelo vento e pelas ondas, mas o trecho disponível não detalha o desfecho desses casos.

Fonte: Diário do Rio

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