Fisioterapia oncológica ganha destaque na recuperação de pacientes com câncer
Foto: Divulgação Alerj · Fonte: alerj.rj.gov.br
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Fisioterapia oncológica ganha destaque na recuperação de pacientes com câncer

Lei aprovada pela Alerj determina a presença de fisioterapeutas com qualificação ou experiência comprovada em oncologia em estabelecimentos que oferecem tratamento contra o câncer. Paciente relata recuperação da mobilidade e da autonomia após acompanhamento pelo SUS.

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Por Redação Capital Carioca · 13 de outubro de 2026 às 10:25
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O que aconteceu

No Dia do Fisioterapeuta, celebrado nesta terça-feira (13), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) destacou a importância desses profissionais. A fisioterapia oncológica contribui para a reabilitação de pacientes que apresentam limitações decorrentes da doença e dos tratamentos, ajudando na recuperação dos movimentos, na retomada das atividades cotidianas e na qualidade de vida.

A Lei 10.955/2025 determina que estabelecimentos que oferecem tratamento contra o câncer tenham fisioterapeutas com qualificação ou experiência comprovada em oncologia.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio de 2026 a 2028. O dado foi citado pela Alerj para dimensionar a necessidade do acompanhamento especializado durante o tratamento e a reabilitação dos pacientes.

A fisioterapia oncológica atua sobre limitações físicas relacionadas à doença, a cirurgias e aos efeitos do tratamento. De acordo com Simone Alves, pós-graduada na área, o objetivo é ampliar a funcionalidade e a independência dos pacientes nas atividades do dia a dia. “Nosso objetivo é fazer com que esses pacientes sejam mais funcionais e tenham a maior independência possível nas atividades cotidianas”, afirmou a profissional.

A experiência de Sara Trindade, de 62 anos, é apresentada como exemplo. Já curada do câncer, ela começou a fisioterapia depois de passar por uma cirurgia para retirada das mamas e esvaziamento axilar, procedimento que envolve a remoção de linfonodos da região das axilas. No período pós-operatório, tinha dificuldade para movimentar os braços e elevá-los completamente.

Com acompanhamento fisioterapêutico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Sara recuperou a mobilidade e voltou a executar suas atividades cotidianas. “Comecei a fisioterapia depois da cirurgia e, aos poucos, fui recuperando os movimentos. Hoje, consigo realizar minhas tarefas normalmente. Esse acompanhamento foi fundamental para a minha recuperação e mostrou o quanto essa profissão é importante para devolver autonomia aos pacientes. Para quem está enfrentando o câncer, deixo uma mensagem de esperança: não desista! É possível superar essa etapa e voltar a ter uma vida normal”, disse.

O que muda para o morador

Para pacientes atendidos em estabelecimentos que oferecem tratamento contra o câncer, a Lei 10.955/2025 prevê a presença de fisioterapeutas que tenham qualificação ou experiência comprovada em oncologia. A atuação descrita pela fonte envolve a avaliação das limitações de cada pessoa e a definição do que precisa ser trabalhado para auxiliar na recuperação.

Simone Alves explica que os pacientes podem apresentar histórias, tipos de câncer, tratamentos e cirurgias diferentes. Por isso, o acompanhamento deve considerar as condições individuais e respeitar as limitações observadas durante o tratamento. Entre os efeitos colaterais da quimioterapia citados pela fisioterapeuta estão náuseas, retenção de líquidos, constipação e neuropatia, que podem afetar a rotina e dificultar a participação nas sessões.

A profissional também chama atenção para os impactos de procedimentos cirúrgicos sobre os movimentos. Em pessoas submetidas à cirurgia de câncer de mama, por exemplo, os braços podem ter a mobilidade comprometida, o que exige acompanhamento específico para a recuperação da funcionalidade.

Além dos exercícios e da reabilitação física, o vínculo entre profissional e paciente é apontado como parte do cuidado. Para Simone, conversar, ouvir e fazer as perguntas necessárias ajuda a construir confiança. “Quando a gente conversa, escuta e faz as perguntas necessárias, o paciente passa a confiar no profissional. Esse acolhimento é muito importante para que ele se sinta seguro e tenha vontade de continuar a fisioterapia”, afirmou.

Fonte: Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

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