

Escola pública do Rio inclui letramento de IA na rotina de 400 alunos
O GET Golda Meir, na Barra da Tijuca, passou a usar inteligência artificial em atividades pedagógicas desde maio. Estudantes do 5º ano têm duas aulas semanais para aprender a interagir com a tecnologia e elaborar comandos.
O que aconteceu
A inteligência artificial passou a integrar a rotina dos 400 alunos do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) Golda Meir, escola pública localizada na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Desde maio, a tecnologia é utilizada em atividades pedagógicas da unidade, tanto em uma disciplina específica quanto no desenvolvimento de projetos.
Além das matérias tradicionais, os estudantes do 5º ano do ensino fundamental participam duas vezes por semana das aulas de Letramento de IA. Nas atividades, eles aprendem a interagir com a ferramenta e a elaborar comandos, conhecidos como prompts.
Segundo o professor Eduardo Castro, a proposta é orientar os alunos para que usem a inteligência artificial de forma responsável, ética e consciente. De acordo com ele, o uso da tecnologia tem finalidade pedagógica e deve estar associado ao processo de aprendizagem.
Os próprios alunos dizem que já recorrem à tecnologia como apoio nos estudos. Heitor da Silva Alves Correa, de 10 anos, afirma que usa a IA para resumir textos e explicar uma matéria ou assunto que não compreendeu direito.
Lara da Silva Camilo, de 11 anos, diz que procura usar a tecnologia para compreender os conteúdos, e não apenas para obter respostas prontas. Ela explica que é possível pedir um resumo sobre uma pergunta para aprender sobre o tema, em vez de simplesmente copiar a resposta.
A inteligência artificial também participa da criação de trabalhos. Maria Luisa Santos conta que já produziu jogos, cartazes, textos e histórias com apoio da tecnologia. Heitor, por sua vez, participou da construção de uma maquete da escola, utilizando a IA na elaboração da planificação do projeto. O material foi depois impresso e usado no trabalho.
Os professores também desenvolvem simuladores para tornar determinados conteúdos mais concretos, segundo Eduardo Castro. Em uma aula sobre o ciclo da água, por exemplo, a ferramenta pode apresentar o que ocorre à medida que a temperatura aumenta e a água começa a evaporar.
O diretor do GET Golda Meir, Leandro Barbosa, afirma que a escola observou avanços na aprendizagem. Como exemplo, ele cita o desempenho dos estudantes em uma olimpíada da Obmep e relata aumento da média em comparação com o período anterior ao uso da inteligência artificial associado a metodologias ativas.
O que muda para o morador
Para os estudantes do GET Golda Meir, a mudança está na inclusão de aulas de Letramento de IA na rotina do 5º ano, com dois encontros semanais, além da utilização da ferramenta em projetos e atividades pedagógicas.
O professor Eduardo Castro ressalta, porém, que a inteligência artificial não substitui o educador. “O professor jamais será substituído, porque é algo humano, único, e ele é quem tem essa facilidade de promover esse caminho do processo de aprendizagem, aquele despertar no olhar do aluno”, afirma.
Fonte: g1 Rio (feed regional)
← Voltar ao início de Capital Carioca
Newsletter em preparação.
Continue acompanhando as notícias pelo portal.

