

Avenida Chile entra em estudo para projeto de revitalização no Centro do Rio
Avenida Chile e áreas próximas são analisadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico para possíveis melhorias de infraestrutura. A proposta prevê combinar recursos públicos e privados, mas ainda está em fase de estudo.
O que aconteceu
A Avenida Chile, no Centro do Rio, está sendo analisada para receber um novo projeto de revitalização. Segundo apuração do Diário do Rio, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico estuda a via e o entorno com foco em melhorias de infraestrutura. A iniciativa ainda aparece como uma possibilidade: o projeto depende do planejamento e foi apresentado pela fonte sob a condição de que tudo ocorra conforme previsto.
A proposta em avaliação combina investimentos públicos e privados. A ideia é recuperar diferentes trechos da região, mas os trechos consultados não detalham quais pontos seriam priorizados, o valor estimado da intervenção, o cronograma das obras ou o modelo de participação de cada setor. Portanto, o que está confirmado é a existência do estudo, e não o início de uma obra ou a execução de um projeto definitivo.
A análise ocorre enquanto a circulação de pessoas na área deve aumentar, principalmente por causa da retomada gradual das atividades na sede da Petrobras, o Edifício Edise. As obras no prédio têm conclusão prevista para 2028, e a estrutura deverá contar com cerca de 6 mil estações de trabalho. Desde junho, a estatal vem retomando as operações no local, de acordo com o cronograma das intervenções mencionado pela publicação.
A Avenida Chile já recebeu uma intervenção em parceria com a iniciativa privada. Em 2024, a Prefeitura do Rio e a Brookfield, proprietária do Edifício Ventura, realizaram obras na passarela sobre a via. O espaço passou a contar com um painel de grandes proporções pintado pelo artista Wilbor, além de estabelecimentos comerciais e uma agenda cultural.
Aberta em 1960, em terrenos do antigo Morro de Santo Antônio, a avenida concentra endereços corporativos e institucionais. Entre eles estão as sedes da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, além do Rio Metropolitan, do Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal e da Catedral Metropolitana de São Sebastião. A área também é apontada pela fonte como uma das mais valorizadas do mercado imobiliário corporativo do Centro.
O que muda para o morador
A informação disponível é de que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico avalia melhorias de infraestrutura para a via e o entorno.
Há, porém, intervenções recentes em outras áreas próximas do Centro. Em setembro, a Prefeitura do Rio concluiu a requalificação da Rua da Carioca e de trechos da Avenida República do Paraguai e da Rua Ramalho Ortigão. O trabalho recebeu investimento de R$ 3,6 milhões e recuperou cerca de 8 mil metros quadrados de área pública.
As obras concluídas incluíram melhorias na pavimentação, na drenagem e nas calçadas. Também houve redução de três para duas faixas de circulação de veículos, com ampliação do espaço destinado aos pedestres. O trecho recebeu ainda iluminação renovada, um bicicletário com 16 vagas e 14 apoios para descanso.
A Rua da Carioca integra a iniciativa de consolidação do polo cervejeiro da Rua da Cerveja. Essa intervenção é apresentada pela fonte como parte de outras ações recentes na região central, mas não é informada como uma etapa do estudo específico para a Avenida Chile. Para a avenida, o dado disponível permanece restrito à análise de um projeto de revitalização que poderá reunir investimentos públicos e privados.
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